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Jânio da Silva Quadros (Campo Grande, 1917–1992) político que realizou, em menos de quinze anos, uma carreira política inteira, de vereador a Presidente da República, com um estilo político exibicionista, dramático e populista usando o mote: ‘‘varre, varre vassourinha, varre a corrupção’’. Angariou popularidade com ações de moralização da administração pública e de combate à corrupção. Ficou conhecido como o maior autor de propostas e projetos favoráveis à classe trabalhadora do país, assinando a maioria delas. Assumiu a Presidência da República em 1961; em seu governo curtíssimo, que só durou sete meses, traçou novos rumos à política externa e orientou de maneira singular, os negócios internos. Embora fosse considerado declaradamente anticomunista, Jânio condecorou a Che Guevara, em agradecimento por ter atendido a seu apelo e libertado mais de vinte sacerdotes presos em Cuba que estavam condenados ao fuzilamento. A condecoração resultou em protestos da imprensa e no Congresso, motinou a Guarda Nacional e causou represália ao que foi descrito como um apoio ao regime ditatorial de Fidel Castro. A Política Externa Independente adotada por Jânio, transformou as bases da política internacional brasileira, que passou a procurar estabelecer relações comerciais e diplomáticas com todas as nações do mundo que manifestassem interesse num intercâmbio pacífico. Analisada, a renúncia à Presidência não teve nenhuma explicação satisfatória (Wikipédia), pág. 435